Você tem sede de aventura e disposição para tomar alguns caldos? Se a resposta é sim, está no lugar certo. Mostraremos, a seguir, alguns dos melhores destinos para a prática do rafting no Brasil, incluindo dicas para iniciantes, informações sobre equipamentos e a melhor maneira para se manter seguro. Prepare-se para doses maciças de adrenalina e também para se molhar (muito) em destinos de norte a sul do país, como o rio Jacaré Pepira, em Brotas (foto), e as Cataratas do Iguaçu, no Paraná.
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Selecionamos os melhores destinos brasileiros para a prática do rafting
NÍVEIS DE DIFICULDADE – Para começar, é preciso escolher o nível de dificuldade que melhor se encaixa a você. Eles variam entre 1, o nível mais básico com água corrente e pequenas ondas, e 6, o mais alto e perigoso, podendo ser praticado apenas por canoístas muito experientes. Se você é totalmente iniciante, é indicado que comece por rios com um nível de dificuldade até 3. Já quem tem experiência com esportes radicais, pode se arriscar em rios de nível 4, com águas mais turbulentas que requerem algumas manobras bruscas. -
Flávia Rodrigues / Flickr
Selecionamos os melhores destinos brasileiros para a prática do rafting
RIO NOVO – JALAPÃO – TOCANTINS – Começando pela região Norte do país, o Rio Novo reúne ótimas condições para o rafting com a possibilidade de observação da fauna local. Suas águas transparentes somam 80 km de percurso, para os praticantes de nível 2 e 3+. Enquanto estiver com as mãos nos remos, fique de olhos abertos para os animais: é possível avistar tucanos, araras, veados e capivaras. A melhor época para o rafting acontece durante o período chuvoso da região, que vai de outubro a abril. -
Elbragon / Flickr
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RIO JACARÉ PEPIRA – BROTAS – SÃO PAULO – Descendo para o Sudeste, Brotas é um dos principais pontos do mapa do rafting no país – considerada a capital do esporte. É lá que fica o famoso rio Jacaré Pepira, com percurso de 5 km, que leva duas horas para ser completado. O nível de dificuldade do rio varia entre 1 e 4 – sua descida passa por corredeiras e quedas d'água de até 3 metros de altura. O rafting é praticado durante o dia e também à noite no trecho Baixo Jacaré, onde as águas são mais agitadas. Já no Alto Jacaré, a vez é do minirafting ou floating, que são um tipo de rafting mais leve indicado para crianças e idosos e duram em torno de uma hora. O pacote de um dia que inclui rafting, arvorismo e tirolesa sai por R$ 177 por pessoa no Alaya Centro de Aventura. -
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SEGURANÇA – Antes de comprar um passeio que envolva a prática de rafting, é importante saber mais sobre a empresa que oferece o serviço. Os instrutores devem ter formação em técnicas de rafting, resgate e primeiros socorros. Certifique-se de que o capacete oferecido pela empresa tenha proteção para as orelhas, ajuste para o tamanho da cabeça, fita de fixação e furos que permitam o fluxo da água. Já o colete deve ser aprovado pelo órgão competente e apresentar flutuação adequada para a classe da corredeira e o peso do praticante. -
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RIO CORUMBÁ – COMRUMBÁ – SÃO PAULO – O rio Corumbá apresenta quedas d'água de classe 1 e 3 e possui um trecho de 13 km que pode ser completado em aproximadamente três horas e meia. Sendo assim, ele é mais indicado para principiantes e, de acordo com a empresa Cerrado Aventuras, não é preciso saber nadar para praticar o esporte por lá. A expedição, que sai de Pirenópolis, custa R$ 90 por pessoa e inclui traslado de ida e volta, taxa de visitação no Atrativo Natural do Salto Corumbá, equipamentos e seguro da Porto Seguro. Mais informações em cerradoaventuras.com.br/rafting-rio-corumba -
Ze Carlos Barreta / Flickr
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RIO JUQUIÁ – JUQUITIBA – SÃO PAULO – O percurso do rio Juquiá dura aproximadamente duas horas com um nível de dificuldade que varia entre 2 e 3+. Ele é dividido em três corredeiras principais: a Pauleira, que é a primeira e forma um "S" duplo contendo uma grande pedra e ondas no final; a Tobogã, dividida por uma formação rochosa no centro; e a Tapetão, formada por um grande lajeado de pedras. O passeio costuma agrada principalmente por proporcionar contato com a beleza da Mata Atlântica, a apenas cerca de uma hora da capital paulista. -
Cássio Rogério / Flickr
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RIO ITAJAÍ-AÇU – IBIRAMA – SANTA CATARINA – Além de suas belezas naturais, a cidade de Ibirama é bem conhecida por sua arquitetura alemã, culinária e fabricação de cachaça caseira. Lá o turismo de aventura envolve rapel em cachoeira, caminhadas ecológicas, parapente e o rafting, que se tornou muito popular no rio Itajaí-Açú. Ele oferece diferentes níveis de dificuldade combinados com a beleza natural presente à sua volta. Seu percurso de aproximadamente 8 km mistura corredeiras intercaladas com águas mais calmas e passa por paradas obrigatórias como a cachoeira Santa Luzia. Um pacote de rafting noturno das classes 2 a 4 tem duração de três horas e custa em torno de R$ 80 por pessoa, pela Ativa. -
Ze Carlos Barreta / Flickr
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DICAS ÚTEIS – Você já escolheu seu destino e contratou um pacote de aventuras. Que tal fazer um check-list para garantir que você não tenha nenhuma surpresa desagradável durante ou depois da diversão? Use um tênis velho de solado de borracha para uma maior aderência e roupas leves que são fáceis de secar. Compre um saco estanque para guardar tudo que não pode ser molhado e, além de uma muda de roupas secas, leve também um saco plástico para guardar as que ficarem molhadas. Também é boa ideia levar comidinhas e água para um lanchinho. E por ultimo, mas não menos importante: não se esqueça do protetor solar e do repelente! -
Fred Schinke / Flickr
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RIO TIBAJI – TIBAJI – PARANÁ – A maior parte do rio Tibaji é calma, com remansos e belas paisagens naturais, indicadas para quem não tem muita experiência com o rafting. Mas o rio também possui um trecho mais radical, que dura cerca de 15 minutos e apresenta 1 km de corredeiras das classes 2+, 3 e 4. A melhor época para a prática do esporte é durante o verão, quando a força das águas é maior, mas é possível descê-lo o ano inteiro. A cidade fica a 220 km de Curitiba e a empresa Praia Secreta faz o deslocamento até ela, caso receba o contato de um grupo interessado (www.praiasecreta.com.br). -
Mathieu Bertrand Struck / Flickr
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RIO IGUAÇU – FOZ DO IGUAÇU – PARANÁ – Além de poder apreciar a beleza das cataratas, que tal ser o protagonista de uma aventura molhada nas correntezas do rio Iguaçu? O passeio, oferecido pela Cânion Iguaçu começa com uma caminhada de 20 metros no Parque Nacional do Iguaçu e inclui 2 km de corredeiras – também dá para nadar por lá. A primeira corredeira apresenta ondas de até 1,5 m de altura. Já no último trecho os botes são levados pela correnteza do rio, proporcionando um momento de tranquilidade. Você pode optar por um bote com capacidade de seis ou dez pessoas, sempre com a presença de um profissional experiente, responsável pelo remo central.
Escrito por Renata Arcoverde
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